sábado, 24 de março de 2012

FIM DO ATO


Olá, pessoas

FOI TARDE: a novela Fina Estampa chegou ao fim e com ela, a Globo encerra umas das maiores bobagens já produzidas pela TV brasileira. No início, Aguinaldo Silva prometeu fazer uma novela antológica, uma novela que entraria para a história da nossa televisão. Ele conseguiu. Nunca na história da TV, vimos uma novela tão estranha. E não venham me dizer que a trama foi um sucesso de ibope. Eu sei, ela foi. Mas, desde quando sucesso de ibope quer dizer coisa boa? (Lembram do Ratinho de antigamente? Do João Kleber na RedeTV!? Ou do Pânico?... pois é). 
Fina Estampa foi um festival de idiotices. Cheia de personagens caricatos, outros sem função nenhuma na história (o que era o namorada da Susana Vieira?) e um monte de tipos sem credibilidade. A novela, que pretendia debater questões éticas, por exemplo, virou um programa de humor - quem levaria uma vilã como Teresa Cristina a sério? 
A direção deixou a desejar, o texto, às vezes, era inacreditavelmente amador com diálogos inverossímeis. Sempre fui fã de Aguinaldo Silva, mas, para mim, sua última novela foi Senhora do Destino. De lá pra cá, ele apenas cumpriu tabela. Uma pena. Afinal, trata-se de um gênio. 
Uma coisa ninguém pode negar, Aguinaldo foi coerente. Do início ao final, Fina Estampa foi uma grande piada. O último capítulo foi digno das novelas mexicanas do início da década de 90. A cena de Teresa Cristina e Pereirinha desaparecendo no mar atirou, no fundo do oceano, a festejada qualidade global. Antes não a tivessem colocado no ar. Foi vergonhosa. 
Pois é... e que venha Revenge... ops... Avenida Brasil (sobre essa, eu falo no próximo vídeo).

FOI CEDO: a morte de Chico Anysio fecha uma página importante da história da nossa TV. Sim, pra mim, ele foi cedo. Chico era daquelas figuras míticas que eu achava que não morreria (tipo Hebe, Silvio Santos, Raul Gil...). Sem dúvida o melhor  humorista que já tivemos. Esnobado por anos pela Globo, agora a emissora quer homenageá-lo re-apresentando um especial que, nem de longe, fez jus ao seu enorme talento. Tarde demais. Que pena. Chico não era um, eram vários. Então, não morreu Chico: morreram Chico (by Vitor de Oliveira). É isso!

VÍDEO DO MÊS: a volta do Papel Mágico


Beijos
@aharomavelino

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...