sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FORA DO NINHO

Olá,

Eu sou um saudosista. Confesso! Adoro coisas que me lembrem os anos 80. Talvez por isso, eu tenha me empolgado com a estreia da novela Ti-Ti-Ti. A produção global tá indo muito bem, obrigado. É bonitinha, bem feita, bem escrita, bem dirigida (mesmo, às vezes, lembrando Caras e Bocas em algumas cenas).

Mas só puxei o assunto Ti-Ti-Ti para falar de uma atriz que amo: Malu Mader. Sempre achei Malu uma grande estrela da TV, mas não tenho achado bacana sua passagem pela novela das sete. A personagem dela (Suzana) é chata, cansativa e não tem vida própria. Sacanagem com essa moça que tem muito talento.

Também acho que Malu tem se repetido, desde Fera Radical (nossa, sou velho), tenho a sensação de que ela faz a mesma personagem. E mais, Malu não ousa, observem que o cabelo dela tem o mesmo estilo desde que Noé deu uma voltinha de arca.

Malu Mader é uma grande estrela, mas precisa tomar consciência disso. Enquanto ela teme pagar mico em cena, Cláudia Raia rouba a cena e faz de Ti-Ti-Ti uma novela sua.

@aharomavelino

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A DOR À FLOR DA PELE

Olá,

Hoje em dia, ouvimos o tempo todo (ou lemos) alguém falar sobre bullying, uma forma de intimidação física e/ou psicológica sofrida por pessoas diversas, em especial, por alunos nas escolas.

O termo é novo, a palavra é nova, mas o ato é antigo. Vou confessar aqui algo que aconteceu comigo (pensei muito antes de escrever esse post, mas vamos lá).

No começo da minha vida escolar, da primeira até a quarta série, eu era perseguido constantemente por alunos maiores, levava cascudos, empurrões, era xingado, diziam que iam me “esfolar na saída”; tudo isso por uma única razão: eu era meio delicado demais, digamos assim. Foram anos duros, difíceis. Os professores ignoravam o fato e, com o tempo, eu parei de reclamar. Foi aí que descobrir a biblioteca. Lá havia sempre um funcionário da escola, então, eu comecei a me esconder naquele recinto. O que era ruim virou algo positivo: sem querer, eu descobrir que ler era interessante. Talvez, ali tenha começado minha carreira (caótica e amadora) de escritor.

Na quinta série, as agressões físicas pararam. De repente, outra forma de agressividade (não sei qual era pior) apareceu na minha vida: eu fui isolado pela turma. Ninguém me queria nos seus grupos de trabalho. Quando havia seminários, eu sempre me apresentava sozinho e dizia aos professores que aquilo se dava por opção minha – claro. Outra vez, vejo o lado positivo de tudo: eu aprendi (na marra) a falar na frente de outras pessoas, aprendi a declamar poesia e descobri que podia interpretar. Começava ali minha carreira de ator.

Hoje, sou solidário às vítimas do bullying (no meu livro AMORES POSSÍVEIS, eu trato do tema, também), sei pelo que essas pessoas estão passando, conheço a dor que eles estão sentindo (e, acreditem, ela é grande) e torço para que todos achem a salvação: agredidos e agressores (eles são uns coitados também). Torço para que, assim como eu, as vítimas sobrevivam. As artes me salvaram – a literatura primeiro, e o teatro depois. Mas confesso: não foi fácil. Aliás, nunca é.

Abraços
@aharomavelino 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

XENOFOBIA BRASILEIRA

Oi,

Faz muito tempo que não escrevo aqui, já estava sentindo falta. Então, vamos lá: no último domingo elegemos nosso novo presidente (no caso, nova) e isso seria motivo pra comemoração, afinal, não são todos os países que podem votar no seu representante maior.

Numa democracia, é assim que a coisa funciona: um candidato ganha, outro perde; e a vida continua. Mas, no domingo, o que vimos – via Twitter – foi uma onda xenofóbica. Eleitores do candidato derrotado (só pode ser) começaram a destilar sua fúria, sua ira, seu verdadeiro eu contra os nossos irmãos nordestinos, culpando-os pela eleição da candidata Dilma (como se as outras regiões do país não tivessem votado nela também).

É triste ver que em um país tão rico, tão lindo e tão democrático, ainda existam pessoas que não sabem perder. Nesse momento, não importa mais quem ganhou, mas como podemos ajudar essa pessoa a fazer do Brasil uma nação melhor para todos (para quem votou nela e para quem não votou também).

Fica aqui meu apoio (simples e humilde) ao povo do Nordeste. Tenho orgulho de ser brasileiro, porque o Brasil é um país lindo e rico. Um país com uma cultura ímpar e fascinante, e o Nordeste contribui ricamente na formação desse país maravilhoso. Viva o Nordeste, viva os nordestinos, viva o Brasil e viva os brasileiros de todas as regiões.

É isso
@aharomavelino

PS: Vejam algumas mensagens absurdas twittadas no domingo!









LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...