domingo, 1 de junho de 2014

Professora Sem Classe



Oi,

Vamos continuar minha saga na escola? Prontos para o episódio dois? Se você está chegando aqui agora, corre no post antigo e veja como eu ganhei um concurso imitando a Gretchen na primeira série. Clica AQUI



CAPÍTULO 02
- PROFESSORA SEM CLASSE -

- Vamos bater no viado! – foi mais ou menos isso que disseram quando eu estava lavando as mãos no banheiro da escola. Eu já estava na terceira série e minha vida não era nada fácil.
Lembra da imitação da Gretchen na primeira série? Pois é, minha performance (premiada com um disco de vinil da própria cantora) abriu as portas para meu tormento. Se antes as agressões eram apenas verbais ou psicológicas, daquele dia em diante, passei a ser agredido fisicamente: tomavam meu dinheiro do lanche, esbarrava em mim nos corredores da escola me jogando contra a parede e, às vezes no chão.
Como todo e qualquer ser que se vê ameaçado, eu procurei sobreviver. Durante os intervalos, para não apanhar dos alunos mais velhos, eu me escondia na biblioteca da escola. Lá havia uma senhora o tempo todo, então, era um lugar seguro. Fui salvo pelos livros... literalmente. Graças a meu esconderijo, eu que não tinha livros em casa, fui descobrindo o prazer da leitura e me tornei um leitor compulsivo (ok, isso é assunto para depois).
cicatriz que levo comigo
Voltando ao banheiro do colégio. Fechei a torneira e olhei ao meu redor, estava cercado por um bando de alunos de outras turmas, todos maiores do que eu. Não tive muito tempo para pensar. Começaram a me empurrar de um lado para outro como se eu fosse um boneco de pano. Fui atirado ao chão, alguém me jogou água (acho que do vaso, não tenho certeza) e um deles pisou na minha mão e torceu meu dedo. Sangue! Meu dedo começou a sangrar e doía muito (veja imagem). Os agressores, ao verem o que tinham feito, fugiram. Eu corri até a professora (prefiro não dizer o nome da infeliz) e contei o que havia acontecido.
- Ótimo! Quem sabe assim, agora você cria tipo de homem! – disse  a professora e eu percebi que, sim, eu estava sozinho e precisaria sobreviver.
Uma funcionária da limpeza foi encarregada de me levar até o posto de saúde que ficava ao lado da escola e contar a história oficial: eu havia me machucado no parquinho da escola. E assim todos foram levando suas vidas.


Beijos: @AharomAvelino

Ps: Você tem medo de sair do armário? Já pensou nisso? Corre e veja nosso vídeo!!!


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