sábado, 26 de fevereiro de 2011

QUANDO O ARMÁRIO SUFOCA

Olá,

Amores do meu Brasil, e aí? Tudo bem? Um post arco-íris hoje. Semana passada, conversando com um rapaz que conheci num evento, ele me perguntou, na lata, qual a idade ideal para se sair do armário. Eu pensei, ponderei e disse pra ele que se soubesse a resposta à essa pergunta, seria um gênio.

Não sei qual a idade ideal para que alguém assuma sua condição sexual (e não escolha, deixemos claro), mas acho que cada um tem, em si, uma espécie de reloginho que dita o melhor momento para se fazer isso. Sei que o ato de assumir sua homossexualidade é muito pessoal e essa escolha deve ser tomada pela pessoa em questão. E com plena consciência do que se está fazendo.

A hora de "sair do armário" é, sem dúvida, aquela em que você se senti pronto pra isso. E como se trata de uma decisão íntima, ninguém deve seguir o exemplo ou o conselho do outro, pois cada um é cada um e cada pessoa tem seu momento e sabe o que é melhor pra si. 

Sair do armário é uma decisão muito pessoal, mas uma hora, cedo ou tarde, o armário se torna pequeno, apertado, sufocante... E, pior, vai que tem uma barata lá dentro. Credo! Sair ou não do armário não é o mais importante. O mais importante é SER FELIZ.

Beijos.
@aharomavelino

sábado, 19 de fevereiro de 2011

SUPERSTAR

Olá,

Então, já dizia o profeta Endie Warhol (não sabe quem é? Joga no Google, bem) que, no futuro, todos teriam seus quinze minutos de fama. Mal sabia ele que, com a internet, esses quinze minutos poderiam se estender por alguns dias, meses, anos e milhares de acesso. 

Pois é, a internet e, mais precisamente, o YouTube viraram uma fábrica de Superstars. Em busca de alguns acessos (ou milhares deles) pessoas talentosas (?), ou corajosas - tudo depende do foco - se arriscam na web com seus vídeos, ora pitorescos, ora criativos... No final, o que vale é o talento, a coragem, ou a cara de pau dos "astros".

Quem ainda não riu litros com a diva Vanessão? Ou não conheceu a internacional Patrícia Penosa? Que atire o primeiro mouse aquele que ainda não verteu lágrimas emocionadas ao assistir às cenas de Leoana - a assassina vingativa. Pois é... é estrela que não acaba mais. Nessa constelação de astros da Web, não poderíamos, claro, deixar passar batido os incríveis vídeos de Lídio Mateus (já é um (a) superstar), de Valmir e Josy (mais sincronizados do que Sandy e Junior em tempos de estádio lotado) e, evidentemente, das Pussycats... quer dizer, dos Night Boys, um grupo que faz Nicole Scherzinger se roer de inveja.

Montei uma pequena seleção pra vocês. Assistam e tentem descobrir o que há de comum entre os artistas. Dou um doce pra quem catar a informação. Apertem os cintos e divirtam-se:
1- Valmir e Josy em homenagem sincera a Britney Spears. Finíssimos.
2- O divo da mídia: Lídio Mateus já deu o ar da graça no programa que a Katylene tinha MTV, foi no Pânico (rádio Jovem Pan). Mais "estrelo" impossível. Nesse vídeo, ele dá pinta de Ke$ha... então tá!
3- As nossas Pussycats, muito francas. O importante é que são sincronizadas e têm saúde, né?

4- E finalmente, Leona - a assassina vingativa. Como a Televisa ainda não contratou esses talentos? Dúvida!


Por hoje, é o que temos...
@aharomavelino

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

LÁ E CÁ



Olá,

Estava eu quieto no meu conto revendo a série americana Gilmore Girl (aqui no Brasil, tinha o infame nome de Tal Mãe, Tal Filha), e lá pelas tantas, a professora de balé de um grupo de meninas grita com uma aluna: "Fulana, abaixa esse saiote, tá pensando que tá onde? No Brasil?". Na hora, eu ri. Depois, pensando melhor, percebi que não é raro o Brasil ser retratado em filmes e seriados gringos como um paraíso sexual. É como, se aqui, nós andássemos sempre no cio. Acasalando aí pelas ruas da vida (alguns até fazem isso).

Queer as Folk e a vida dos jovens gays
E pensando um pouco mais, também cheguei a conclusão de que a culpa, em parte, é nossa. Nós brasileiros adoramos vender a imagem de que somos um povo sensual, de temos mulatas disponíveis para todos os gostos, de que todo brasileira é caliente, etc e tal. Mas será que somos assim mesmo? Será que somos "mudernos" e liberais em tudo? Ah, tá, sei...

As lésbicas sensuais de The L Word
O beijo gay na novela argentina Botineras
Acho que essa libertinagem que os brasileiros vendem para os estrangeiros é pura propaganda enganosa. Somos sensuais, sim; mas somos, mais ainda, puritanos. Quer um exemplo: nas novelas brasileiras (e em seriados também) o beijo gay é visto como um tabu, é assunto para se falar baixo, pois alguém pode ouvir e nos condenar ao fogo eterno. Enquanto isso, lá fora, eles já viraram essa página. Nos Estados Unidos seriados como The L Word e Queer as Folk (que retratam o universo gay com direito a beijos e outras cositas mais) já são uma realidade há tempos. Aqui mesmo do nosso lado, na Argentina, um dos maiores sucessos novelísticos dos nossos hermanos foi Botineras - uma novela que mostrava o romance entre dois jogadores de futebol (!).

Pois é, em matéria de modernidade, acho que a TV brasileira ainda tem muito o que aprender com os puritanos lá de fora.

Beijos. Fui.
@aharomavelino

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ME GUSTA EL CHAVO

E aí, povo

Gente, desde que eu era uma criança (sim, eu já fui), que o seriado CHAVES causa geral em terras brasólicas. Estou falando daquele Chaves da vila, mesmo, aquele que passa no SBT há pelo menos mil anos, sabe?! Produzido na época da chegada de Colombo em terras americanas, o programa mexicano continua conquistando fãs em todas a gerações. E levantando a audiência de um SBT combalido e agonizante.

Mas afinal, o que faz de Chaves um fenômeno que atravessa as gerações? Bem, não sou nenhum especialista no assunto, mas creio que o segredo, o pulo do gato, é a simplicidade do seriado. Chaves não tem a pretensão de ser didático - aliás, num tem coisa mais chata do que texto didático. A falta de compromisso com assuntos transcendentais, os personagens unilaterais, o texto previsível, tudo contribui para o sucesso do seriado. Chaves é popular, no melhor sentindo da palavra, e não tem vergonha disso, não se desculpa por sê-lo.

Enquanto os autores brasileiros se matam para escrever textos engraçados e tropeçam feio nessa missão (basta ver as besteiras que a Globo colocou no ar como especiais de final de ano), o menino do barril continua reinando e continuará por um longo tempo. Definitivamente, Chaves, Chiquinha e Quico (meu predileto) continuarão cults. FATO!

É isso!
@aharomavelino 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O APOCALIPSE É NO BRASIL

Olá,

Eu já havia comentado aqui sobre minha queda por literatura fantástica. Mas, como já disse também, no Brasil, escrever livros sobre coisas do além é, praticamente, um crime. Ninguém respeita as pessoas que escrevem sobre temas sobrenaturais (e nem estou falando de Paulo Coelho).

Pois bem, nessa linha das coisas do mundo de lá (não, não estou falando de Nosso Lar e outras obras psicografadas), descobri recentemente um livro incrível. O tal livro já vem fazendo sucesso há algum tempo entre adolescentes e moderninhos de plantão, mas, para variar, é ignorado pela grande mídia. 

Difícil entender essa resistência dos intelectuais brasileiros aos livros fantásticos. Essas pessoas têm um comportamento, no mínimo, estranho. Para elas, quem escreve livro sobre temas extra-físicos merece menos respeito do que quem escreve sobre as balelas cotidianas. 

Literatura é - em primeiro lugar - diversão. Logo, acho que um bom livro é aquele que captura o leitor e o deixa preso à história contada. Assim sendo, livros como A BATALHA DO APOCALIPSE são muito bons, porque prendem da primeira a última página.

Fico feliz em ver jovens lendo. Por isso, estou tirando meu chapéu para Eduardo Spohr, autor do livro citado. Sobre a história dele? Bem, é muita coisa pra se falar em pouco espaço, mas trata-se de uma batalha que envolve anjos, demônios, bruxos, feiticeiras, Torre de Babel, Atlântida e outras maluquices deliciosas. E tudo isso acontece aqui do lado, no Rio de Janeiro, nada de fatos acontecendo nos EUA, Europa, etc... O Brasil é o cenário principal da narrativa. Leiam! Valorizem a nossa literatura.

É isso.
@aharomavelino

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

COMO DIRIA O VELHO GUERREIRO

Oi, Gente

Então, nunca antes na história da minha vida, eu vi tanta cantora Pop pulular pelo cenário internacional como nos últimos anos. E como diz minha amiga Paulinha Boca-Santa, cada uma tentando dar mais close e causar mais que a outra. A culpa, claro, é da diva Madonna. A velhinha (que eu amo) abriu as portas para as Bitches. Lá pelas bandas da década passada, eram apenas Britney e Christina Aguilera, hoje, são tantas que a gente não sabe quem é quem. 

Então, meu povo, dessa nova geração, a que mais tem conquistado as BEEs novinhas de plantão é a Lady Gaga. A loira (?!) tem um séquito de fãs tão apaixonados por ela, quanto vampiros por sangue fresco. E essa New Generation (não estou falando das Paquitas da Xuxa de 95) não aceita que falem um "a" de ruim sobre sua diva. Estão certos, porque Diva é diva e ponto final. Eu até gosto da Gaga, mas daí a acreditar que ela inventou a pólvora já é um pouco demais pra minha cabeça. Dona Gaga nada mais fez do que trazer ao conhecimento das bibas do novo século coisas que nós já tínhamos visto com Cyndi Lauper, Grace Jones e até Madonnete (sempre ela). Prova de que a Fofa não deixa de observar as "colegas" está na capa de seu novo single (Born This Way). Quando vi a foto, logo lembrei de uma foto "parecida" de uma outra diva Pop-dance-gay: lady Kylie Minougue.

Compare as fotos. Será que só eu vi a semelhança?

Capa do novo single da Lady Gaga (Born this way), seria homenagem à capa de 2 Hearts da Kylie? Mistérios!

Ah tá!
Beijos
@aharomavelino

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

DIÁLOGO PRODUTIVO


SALA DE JANTAR.INT/DIA

HOMEM E MULHER SENTADOS À MESA. O CLIMA É TENSO. ELA OLHA PARA ELE O TEMPO TODO, ELE LÊ O JORNAL.

MULHER            - Fiz o café do jeitinho que você gosta!

HOMEM             - É... Eu percebi.

MULHER            - Tá bom? Quer dizer... Tá igual ao que sua mãe fazia?

HOMEM             - Acho que sim...

MULHER            - Sabia que essa semana, a Glorinha Malta dará um jantar?... Ela convidou a gente...

HOMEM             - Esses deputados continuam todos iguais, ninguém quer nada com a honestidade. Uma vergonha!

MULHER            - A Glorinha e o Arturzinho estão fazendo vinte anos de casados. (T) Ele até comprou um anel de brilhantes para ela...(SONHADORA) Vai ser um jantar tão romântico...

HOMEM             - Acho que o mecânico me roubou no reparo do carro hoje.

ELE TOMA UM GOLE DE CAFÉ SEM TIRAR OS OLHOS DO JORNAL.

MULHER            - Mês que vem, somos nós que vamos fazer trinta anos de casados. Acho 30 um número tão significativo... Deveríamos comemorar, também. (ESPERA A REAÇÃO DELE)

HOMEM             - (INDIGNADO) A gasolina vai aumentar de novo...
                                         
ELA SEGURA A XÍCARA COM FIRMEZA E ENCARA O MARIDO.

MULHER            - Sabia que eu tô trepando com o jardineiro?

ELE DEPOSITA O JORNAL SOBRE A MESA, TIRA OS ÓCULOS, OLHA FIRME PARA A ESPOSA.

HOMEM             - Seu café tá aguado... Me passa o açúcar...

CORTA:

@aharomavelino


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TRANS... O QUÊ?

Olá,

Gente, e a Lea T., hein? Que sucesso. Que espetáculo de menina. Não sabem de quem estou falando? É essa moça da foto. Ainda não sabem quem é? Ai, ai... Lea T. já foi chamada de Leo, trata-se de uma transexual brasileira que vem conquistando a Europa. A moça, que já foi moço, estourou no mercado das modelos ao fazer a campanha da grife francesa Givenchy e ensaios para revistas poderosas como a Vogue (francesa) e a Love (britânica).

Olhando assim, por alto, parece que ela vive um conto de fadas. Não, não vive. Enquanto conquista o mundo e mostra que talento não tem sexo, Lea é vítima do preconceito dentro da própria família. Ela é filha do ex-jogador de futebol e ex-treinador Toninho Cerezo, que se recusa a comentar qualquer coisa sobre Lea. Em algumas entrevistas, Toninho é que pai de quatro filhos, disse que só tem 3, excluindo a modelo de suas proles. Lamentável.

Lamentável, mas compreensivo. Num planeta em que a informação gira numa velocidade estonteante, onde mamíferos são clonados e o DNA é conhecido e estudado, as questões sexuais continuam presas a tabus e conceitos pré-históricos. Entende-se mentes assassinas, corruptas, mas não se aceita o direito do outro de ter desejos diferentes dos seus. Às vezes, tenho pena da humanidade, às vezes, acho que voltaremos à Idade Média.

Se a homossexualidade ainda é uma questão obscura, a transexualidade é um parangolé de doido. Mas isso ocorre porque as pessoas assim o querem. É mais fácil reduzir a complexidade humana ao nível religioso. Simples, assim. Se eu pudesse falar com o grande Albert Einstein, eu diria: meu, querido, continuamos quebrando átomos, mas ainda somos incapazes de quebrar um preconceito!

É isso.
@aharomavelino

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