sábado, 31 de dezembro de 2011

E QUE VENHA 2012


Oi, pessoas lindas

Lá se vai 2011. Todo final de ano é a mesma coisa: um festival de promessas (que quase nunca cumprimos), sendo assim, não vou prometer muita coisa para 2012. Prometo apenas que vou continuar sonhando com um mundo de PAZ e RESPEITO. Onde cada cidadão seja avaliado pelo seu caráter e não pela cor da sua pele, pela sua religião (ou falta dela), sua filosofia de vida, sua nacionalidade (ou naturalidade) e, claro, pela sua orientação sexual. Afinal, no final, somos todos HUMANOS. Ou não?

Fiquem com o último programa Papel Mágico de 2011 e até 2012 - com novidades! Fui!

@aharomavelino 


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

VOLTANDO PRA CASA


Oi, 

Vamos de ficção hoje? Só pra não perdermos o bonde, ok?

ALMA

Suas mãos estavam trêmulas. Durante a longa viagem de volta, ela apertara tanto os dedos que, agora, eles doíam intensamente. O táxi virou à direita e, então, ela reconheceu a rua. Era a mesma rua de há vinte anos. A mesma rua onde, nos seus primeiros quinze anos de vida, brincara, sonhara, descobrira o amor e a tristeza. Sim. A rua era a mesma. Tudo continuava no lugar. Tudo continuava igual. Menos ela, claro.

Quando o nó na garganta apertou e aquela sensação de estar sendo sufocada quase lhe tirou por completo o ar dos pulmões, Milena pediu ao motorista que diminuísse a velocidade. Ela queria chegar logo em casa, era verdade, mas "será que ainda é minha casa?"- pensou. Há vinte anos, ela saíra dali como se fosse um bandido qualquer. Fugira na calada da noite, depois de outro festival violento de porradas do pai. Era a terceira vez que ele fazia aquilo e sua mãe sempre se trancando no quarto aos prantos. Mas ele se fora agora. Há uma semana, Milena recebera a informação, por uma antiga vizinha, de que seu pai havia morrido. A lembrança daquela noite de surra e dor, no entanto, continuava viva. Ela estava com o corpo dolorido, os olhos roxos, o braço ralado e a alma despedaçada. Não via outra alternativa: precisava correr para longe. Precisava desaparecer. E desapareceu. Dois anos depois de sair de casa, sem dizer adeus, a pessoa que era morrera e outra nascera no lugar.

O táxi parou em frente a pequena casa verde de jardim mal cuidado e vidraças embaçadas. Milena pagou o motorista, que a ajudou a tirar as malas de dentro do carro e respirou fundo. Ela ficou ali parada diante daquela casa minúscula, que um dia parecera tão grande. Então a porta se abriu e um senhora frágil, com olhar triste a encarou. Diante da moça loira, bonita e vistosa, a idosa não teve dúvida.

- Marcelo? - ela aproximou-se de Milena. Passou a mão no rosto daquela que já fora seu filho - Marcelo, meu filho, é você? Marcelo, você... você se tornou uma... uma mulher tão bonita...

E elas se abraçaram com ansiedade. Um abraço que demorou vinte anos para acontecer. 

@aharomavelino

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

QUEM PRECISA DO NATAL?


Olá,

Dezembro está no fim. E o que isso significa? Lojas decoradas, luzes piscando para tudo quanto é lado, a mídia tentando nos empurrar goela abaixo um monte de coisas, coisonas e coisinhas das quais não precisamos. Tudo para que o Natal seja um sucesso (para o comércio, pelo menos). E se você for uma pessoa muito,  eu digo muito azarada, corre o risco de, a cada dois metros, ter que ouvir Simone gritando no seu ouvido: "Então é Nataaaallll..." (Deus me livre!).

Bem... independentemente do lado religioso (não sou), acho o Natal um pé no saco. Nunca foi minha data festiva predileta, muito pelo contrário. Quando eu era criança, o Natal, pra mim, não passava de uma data em que meus vizinhos mais ricos adoravam esfregar na minha cara os brinquedos que tinham ganhado (e que eu NUNCA ganharia). O tempo foi passando e minha relação com essa festa cristã não melhorou. Acho o Natal parado, chato, depressivo...

Ok. Não sou nenhum monstro verde (nem de nenhuma outra cor). Como o Natal é uma data em que a família se reúne - e a minha não é diferente - eu aprendi a sorrir quando, no fundo, queria gritar e mandar toda aquela felicidade (nem sempre verdadeira) pra casa da mãe Joana. Aliás, fico impressionado com a nossa capacidade (humana) de fingir que está tudo bem... mesmo quando nada vai bem.

Ah, foi em um Natal que eu abri o jogo com minha mãe e saí do armário. Quando me revelei, sabe o que ela disse? "Nossa, finalmente. Pensei que num ia se revelar nunca...". Nós rimos...

Então... FELIZ NATAL!
@aharomavelino

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

VAMOS COPIAR?


Oi, gente

Todo mundo sabe que televisão é um espaço onde reina a criatividade (ou pelo menos deveria ser). As emissoras abertas brigam com unhas e dentes pelos telespectadores. Vence, claro, aquela que for mais criativa. No entanto, às vezes, o que vemos é  uma total falta de inteligência, ou vontade, na hora de criar alguns programas.

Quem assiste ao SBT sabe do que estou falando. Na boa, a emissora de Silvio Santos já foi a minha predileta (nos anos 80), mas hoje, pra mim, num passa de um borrão. Não sei o que acontece ali, porém acho que deve haver alguém tentando boicotar a empresa; ou seus diretores são de uma incompetência ímpar. Eles erram no departamento de jornalismo, erram no departamento de dramaturgia, fazem escolhas absurdas. E erram, também, no artístico. O SBT é a única emissora que copia a si mesma. Incrível! Pense bem: vocês já assistiram aos programas CASOS DE FAMÍLIA e QUEM CONVENCE GANHA MAIS? Não? Bem... se não quiserem perder tempo, basta assistir a um deles. Eles são incrivelmente parecidos. O mesmo acontece com os programas QUAL É O SEU TALENTO e SE ELA DANÇA EU DANÇO. Um parece a cópia piorada do outro.

Uma pena, nossa TV tem profissionais incríveis, gente de talento de verdade. Mas, parece-me que os donos das emissoras brasileiras preferem continuar se nivelando por baixo... Depois reclamam da falta de audiência. 

Todos os dias, o povo foge para as TVs pagas, para a internet, ou seja lá para onde for... Bem, alguém pode culpá-lo? Claro que não! Pronto, falei!

Inté...
@aharomavelino

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

COISA DE POETA


Olá, meu povo

Dizem que o número treze não traz sorte. Muita gente tem arrepios só de pensar numa sexta-feira treze, no décimo terceiro andar (nos EUA, alguns prédios pulam do 12 para o 14...)! Bobagem, adoro o número treze. 

Pois é, nosso programete chegou ao número 13. Nesse "episódio", eu convidei o professor e poeta Fernando Freire para responder às dúvidas de alguns alunos. Elizabeth, He-Man e eu ainda discutimos sobre a sorte (ou não) da presidenta Dilma em seu primeiro ano de mandato. Ah, também aproveitamos para espinafrar o filme AMANHECER parte 1....rsrsrsrs...


Vejam o vídeo e digam o que acharam. 
Beijos
@aharomavelino

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SÓ POR AGORA


Eles se beijaram. Aquele momento era único e exclusivo. Eram pernas, braços, bocas, línguas e suor... O cheiro, ah, o cheiro. Como era delicioso sentir aquele cheiro forte, másculo, marcante. Embriagados de paixão, deixaram seus corpos tremer. E tremeram. Uma descarga de eletricidade. Um desejo de morrer de prazer. Depois dos fogos, veio a calmaria. Os músculos relaxados.

Desgrudaram-se. Deitados, olharam-se nos olhos. Um passou a mão no rosto do outro. Uma tristeza profunda, aguda e cortante cobriu pele, carne, ossos e mente de um deles. Era a vida voltando ao normal. A certeza de que aquele momento, mágico e hipnótico, deveria ficar para trás.

- O que foi? - quis saber Marcelo. - Tá tudo bem contigo?

Ricardo não respondeu. Fechou os olhos e respirou fundo. Ele não tinha a coragem de Marcelo. Nunca tivera.

- Ei, Ricardo. Olha pra mim. Fala alguma coisa!

- Falar o quê? Prefiro ficar aqui curtindo esse momento... curtindo você, meu amor.

Marcelo sorriu e abraçou o companheiro.

- E aí? Vamos nos ver amanhã? - quis saber.

Ricardo fixou os olhos verdes de Marcelo.

- Não vai dar... amanhã prometi sair com minha esposa...

*******

Estava com saudade de escrever um continho pra vocês, amores. Beijos...
@aharomavelino


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