terça-feira, 21 de março de 2017

A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO



Título: Perdendo perninhas
Autora: Índigo
Editora: Scipione
Páginas: 127

Sinopse: Ágata não queria acreditar, mas teve de admitir que nada mais seria como antes: tinha início o sexto ano escolar. Além de seguir a ladainha de Mirela sobre os "pode" e os "não pode" da nova fase, Cíntia, sua melhor amiga, passou a maior vergonha na frente de todo mundo no primeiro dia de aula e ganhou um apelido ridículo. Para completar, a repetente Alexandra decidiu ser amiga delas, o que mudou a dinâmica do grupo.
Enquanto faz descobertas de todo tipo, Ágata mantém diálogos absurdos com uma criatura verde e tenta abraçar as mudanças sem abrir mão de ser ela mesma.

Opinião: Fazer uma criança ler, principalmente nestes tempos de Internet, não é tarefa fácil. É preciso ter muito talento para fazer com que uma criança deixe de lado o computador e passe algum tempo mergulhado nas páginas de um livro. Nesse sentido, ponto para Índigo que conseguiu escrever um livro delicioso e que tem tudo para agradar os pequeninos. Perdendo Perninhas é uma linda fábula sobre a transformação, sobre esse passagem da infância para a adolescência. Com uma linguagem dinâmica (sem ser pobre) e personagens cativantes, a autora mostra como narra a trajetória de Ágata, que deixou o ensino fundamental I, onde tinha apenas uma professora, onde o universo girava em torno das coisas de criança, para mergulhar no mundo da adolescência: agora ela precisa se preocupar com a opinião alheia, com o julgamento das outras pessoas e, claro, precisa evitar - de qualquer jeito - os possíveis micos que a gente sempre comete no meio do caminho. 

Ágata é pressionada a crescer por algumas colegas, mas no fundo, ela ainda tem o espírito de uma menina cheia de fantasias. Pronto, está armada a confusão. Nessa hora, a autora entrega um dos grandes dilemas de quem está começando a construir sua história: o que é mais importante? Ser você mesmo ou seguir o bando? 

Perdendo Perninhas é uma ótima opção para quem tem filhos pequenos (ali dos 9 aos 11 anos) e quer que eles criem hábitos de leitura. O texto é engraçado e a narrativa é fluida, o que é muito bom pois não deixa o livro chato. 


Nota: 07 

Aharom Avelino

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