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sábado, 12 de março de 2016

CALA A BOCA, BENEDITO!


Olá, pessoas

A novela "Velho Chico" nem começou e já provocou sua primeira treta. Escolhida para salvar o horário das 21h da Globo, que sofreu muito com as duas últimas tramas, Velho Chico já entrará no ar sendo ameaçada de boicote. Todo o fuá começou graças às declarações infelizes que o criador e supervisor da trama, Benedito Ruy Barbosa, fez sobre personagens homossexuais. 

Entenda o caso: durante a coletiva de lançamento do folhetim, Barbosa disse, em tom um pouco elevado, que "odeia novela de bicha" e "ainda bem que só tem filhos e netos machos". Para alguns (que pensam como ele), o autor só estava expressando sua opinião, mas para quem sente o preconceito na pele todos os dias, falas como essas de um autor de novelas de uma da maior emissora do país é uma demonstração clara de homofobia. E é bom que não confundamos liberdade de expressão com liberdade de agressão. 

A filha de Benedito, Edmara, autora da novela, ainda tentou parar o pai, mas não teve sucesso. Possuído por um espírito "bolsonarístico",  o velho autor ainda disse que achava um absurdo retratarem gays como pessoas "normais", "honestas" e "boas" nas novelas. Pronto, o furdunço estava formado. E muitos podem achar que essas falas não sejam preconceituosas, mas outros tantos podem considerá-las agressivas, sim. Eu, por exemplo, achei! Achei inclusive que ele perdeu a chance de ficar calado, pois é um cara que depende do público para realizar seu trabalho e poderia ter usada as palavras de outra forma para expressar sua opinião. De um forma que não fosse agressiva e ofensiva, por exemplo. 

Ao contrário de muitos, não fiquei surpreso com as declarações de Benedito Ruy Barbosa, pois já havia lido entrevistas em que ele deixava claro seu desdém e desprezo pelos personagens e pessoas homossexuais. Se os LGBTs vão, ou não, desprezar Velho Chico, não sei, é indiferente, pois cada um sabe de si; porém, para mim, qualquer trabalho que Benedito faça, ou venha a fazer, não me interessa mais. Para ele, só posso desejar muita luz, sucesso, paz e amor, porque acredito que pessoas felizes não se preocupam com a vida do outro. É isso.

Fui
Aharom Avelino

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segunda-feira, 23 de março de 2015

Voltamos à Idade das Trevas?


Olá, pessoas

No post passado falei do impacto que tive ao ver o primeiro capítulo da novela BABILÔNIA. Pois bem, a novela continua me surpreendendo - positivamente, claro. Se por um lado, eu estou surpreso com a qualidade do texto e da trama; por outro,  há um grupo de pessoas que acreditam que ainda estamos na Idade Média, ou que deveríamos voltar a ela.

Religiosidade e crença são terrenos pantanosos. Admiro as pessoas de fé e todos nós, em algum nível, cremos em algo. E isso é importante. No entanto, me espanta quando a crença se sobrepõe à razão, quando a pessoa deixa de pensar por si mesmo e pensa de acordo com a mente do outro. Aí, deixa de ser fé e vira fanatismo. 

Desde que entrou no ar, Babilônia tem sido alvo constante de pessoas que se julgam os representantes  legais de Deus na terra. Pessoas que se acham acima do bem e do mal, vigilantes da moral e do bom costume. Verdadeiros fiscalizadores do fiofó alheio. E o alvo da vez é o casal lésbico formado por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg. Diante das mensagens virulentas que a cena do beijo entre as duas atrizes causou, observei algumas coisas: engraçado que ninguém se espantou com o fato da personagem da Glória Pires ter pintado e bordado no primeiro no capítulo (inclusive matando o amante) ou com a agressividade da personagem de Adriana Esteves contra a filha. Nada disso chocou os moralistas. Não! O único pecado de Babilônia é mostrar um casal lésbico feliz, bem resolvido, bem-sucedido, fino e elegante. Para os moralistas de plantão, é difícil aceitar que aos LGBTs caiba também um lugar ao sol na sociedade. O desejo dessa gente é que cada gay, lésbica, travesti, ou transgênero viva no limbo, no gueto, viva à margem... é difícil aceitar que pessoas LGBTs possam ser felizes sendo quem são. Sim, no fim das contas, o que mais incomoda os que se julgam fiscais de Deus é a felicidade alheia. 

Fico pensando como o mundo seria lindo se alguns indivíduos gastassem o mesmo tempo que gastam julgando e condenando o amor alheio se dedicassem a ajudar uma instituição de caridade, a visitar um lar de idosos, a doar tempo a um abrigo de animais abandonados... enfim, a fazer algo de positivo para a humanidade. Viemos ao mundo para sermos felizes, então cuidemos de nossa felicidade, de nossa vida e deixemos o outro ser feliz também. Simples assim.

A você moralista, tenho uma notícia ruim, como lembrado pelo meu amigo Felipe Petrucelli: Regina Duarte vem aí fazendo uma lésbica de sucesso em Sete Vidas. Prepare-se, pois a felicidade e amor vão vencer o ódio e o preconceito.

Beijos iluminados e vamos conversar no Twitter:
@AharomAvelino

domingo, 1 de junho de 2014

Professora Sem Classe



Oi,

Vamos continuar minha saga na escola? Prontos para o episódio dois? Se você está chegando aqui agora, corre no post antigo e veja como eu ganhei um concurso imitando a Gretchen na primeira série. Clica AQUI



CAPÍTULO 02
- PROFESSORA SEM CLASSE -

- Vamos bater no viado! – foi mais ou menos isso que disseram quando eu estava lavando as mãos no banheiro da escola. Eu já estava na terceira série e minha vida não era nada fácil.
Lembra da imitação da Gretchen na primeira série? Pois é, minha performance (premiada com um disco de vinil da própria cantora) abriu as portas para meu tormento. Se antes as agressões eram apenas verbais ou psicológicas, daquele dia em diante, passei a ser agredido fisicamente: tomavam meu dinheiro do lanche, esbarrava em mim nos corredores da escola me jogando contra a parede e, às vezes no chão.
Como todo e qualquer ser que se vê ameaçado, eu procurei sobreviver. Durante os intervalos, para não apanhar dos alunos mais velhos, eu me escondia na biblioteca da escola. Lá havia uma senhora o tempo todo, então, era um lugar seguro. Fui salvo pelos livros... literalmente. Graças a meu esconderijo, eu que não tinha livros em casa, fui descobrindo o prazer da leitura e me tornei um leitor compulsivo (ok, isso é assunto para depois).
cicatriz que levo comigo
Voltando ao banheiro do colégio. Fechei a torneira e olhei ao meu redor, estava cercado por um bando de alunos de outras turmas, todos maiores do que eu. Não tive muito tempo para pensar. Começaram a me empurrar de um lado para outro como se eu fosse um boneco de pano. Fui atirado ao chão, alguém me jogou água (acho que do vaso, não tenho certeza) e um deles pisou na minha mão e torceu meu dedo. Sangue! Meu dedo começou a sangrar e doía muito (veja imagem). Os agressores, ao verem o que tinham feito, fugiram. Eu corri até a professora (prefiro não dizer o nome da infeliz) e contei o que havia acontecido.
- Ótimo! Quem sabe assim, agora você cria tipo de homem! – disse  a professora e eu percebi que, sim, eu estava sozinho e precisaria sobreviver.
Uma funcionária da limpeza foi encarregada de me levar até o posto de saúde que ficava ao lado da escola e contar a história oficial: eu havia me machucado no parquinho da escola. E assim todos foram levando suas vidas.


Beijos: @AharomAvelino

Ps: Você tem medo de sair do armário? Já pensou nisso? Corre e veja nosso vídeo!!!


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ele está no meio de nós!


Oi,

Em casa, de molho (fiz uma cirurgia), conversando com minha mãe, lembrei de alguns episódios do tempo de colégio. Episódios nada agradáveis, mas que foram importantes para que eu me tornasse quem eu sou hoje. Acho! Vou contar alguns aqui. Prontos? Eis o primeiro...

PS: a criança afetada da foto é só pra ilustrar a matéria. Não sou eu, ok? kkkkkk


CAPÍTULO 01
ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS


Quando minha irmã mais velha passou para a quinta série, meus pais decidiram deixar a pequena vila em que morávamos na zona rural de Unaí MG (ali, a escola só oferecia o ensino primário).
No dia em que eles foram fazer as matrículas da filharada na cidade goiana de Cabeceiras, eu fui junto. Minhas irmãs foram matriculadas em uma escola e eu fui colocado em outra. O motivo: minha mãe revelou à diretora que eu já lia e escrevia algumas palavrinhas (havia aprendido com minhas irmãs). A tal diretora recomendou que ela me levasse a outro colégio, pois lá havia uma turma para alunos mais “fortes”. Fomos até a escola, eu fiz uma provinha (lembro-me de um texto idiota sobre um boi que babava). Provado que eu já estava “quase” alfabetizado, fui matriculado na primeira série “A”, a turma dos mais avançados.
Primeiro dia de aula, foi uma alegria só. Pra mim, tudo era novidade. Mas a alegria durou pouco, logo percebi que não me entrosava com o resto da turma. Não que eu não quisesse, quem não queria eram meus coleguinhas. O tempo foi passando e eu fui ficando cada vez mais isolado. Terminava minhas “tarefinhas” quase sempre antes de todo mundo e ficava esperando pela próxima: quieto, calado e sentado no fundo da sala.
Um dia, uma colega mais corajosa, resolveu dizer a verdade: eles (os meus colegas de classe) não entendiam por que eu estava na mesma sala que eles, afinal ali estavam os filhos dos professores, da diretora, de alguns vereadores, do delegado e dos comerciantes da cidade. E eu? Eu era filho de quem? De uma dona de casa e de um ferreiro, ambos analfabetos! Eu não combinava com aquela turma, pois era pobre. E o pior: eu era estranho! Oi? Como assim estranho?
Pois é, levei mais um tempinho para descobrir o que aquela garota quis dizer com estranho. Na verdade, eu não era “estranho”, eu dava era muita pinta! E esse era mais um motivo para eu me colocar no meu lugar – um lugar bem longe daquela escola.
Mas para tristeza geral deles (o povinho da minha sala), eu continuei ali: no mesmo colégio, na mesma turma. E para sambar mais ainda, na mesma época, aos 7 anos, quis participar do concurso de talento da escola. Ganhei! Fazendo o quê? Imitando a Gretchen!
Num sou obrigado!!!

Beijos: @AharomAvelino

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A SANTA E A ABERRAÇÃO!



Olá,

e a polêmica está lançada. Depois de dizer que as mulheres precisam ser submissas - e causar a revolta das feministas - Mara Maravilha solta o verbo contra as bibas! 
Em uma entrevista à Rede TV, a ex-Curumim, ex-filha da Lua e ex-filha do Sol, disse que admira e apoia o dep. pastor Marco Feliciano (aquele que acha que negros são amaldiçoados e que as mulheres não devem ter os mesmos direitos dos homens) e deixou escapar que, para ela, a homossexualidade é uma aberração! A comunidade LGBTs reagiu, claro! Veja o vídeo abaixo:




beijos aberrativos...
Aharom Avelino

quarta-feira, 17 de abril de 2013

NÃO EXISTE AMOR ERRADO


Olá, 

Sexta-feira dia 12, foi o lançamento, em Brasília, do meu novo livro: NÃO EXISTE AMOR ERRADO. Foi ótimo. Muita gente interessante presente: amigos, conhecidos, parentes, amigos dos amigos... O livro está lindo: com texto de apresentação (4ª capa/ traseira) assinado pela apresentadora Daniela Albuquerque (RedeTV!) e prefácio da chiquéééééééérrima Carmen Farão (roteirista, diretora de TV e colunista do R7), vale muito a pena ler!

Resumo: a escola pode ser um lugar complicado para qualquer adolescente, mas para um adolescente gay, ela pode ser ainda pior. Nando, Lipe, Caio e Júlia são quatro amigos que estão concluindo o ensino médio e precisam aprender a lidar com o preconceito, o julgamento e a agressividade dos outros alunos. Com coragem, amizade e, às vezes, muito amor, eles acabam descobrindo a "a dor e a delícia" de ser quem são. Mas, e se em meio a tudo isso, um deles se apaixonar pelo garoto mais gato da escola? E se esse garoto for hétero? E se ele não for? Será que não existe, mesmo, amor errado?

O livro foi lançado pela Metanoia  e já está à venda no site da editora (AQUI).
Você também pode baixar e ler o primeiro capítulo: AQUI

Mais informações sobre o livro, no vídeo abaixo:


É isso... depois voltamos com novidades...
AHAROM AVELINO

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

VAI, MALACRAIA, VAI... VAI


Nhaí?

Acho que todo mundo viu a entrevista do senhora Silas Malacraia... ops... Malafaia no programa da Marília Gabriela (SBT), não é? 
Pois bem... nós do Papel Mágico quisemos abordar o assunto. Se joga e veja o vídeo abaixo, bonitas!



É isso, beijos
Aharom Avelino 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

BABADOS E FUTRICAS


Olá, pessoas

SUBIU: o Pânico na Band deve ter deixados os diretores da emissora com um sorriso de orelha a orelha. O programa elevou o ibepe da rede de 3 para 11 pontos. Esse número se repetirá nos próximos domingos? Bem... isso só o tempo dirá. Vale lembrar que estreia é uma coisa, manutenção dos números é outra. Também não se deve comparar esse índice com o aquele que a turma do Pânico tinha na Rede TV!, o babado na Band é mais forte. Venha cá, pense comigo, se a turma do programa já estava dando pitis nos bastidores, imagina agora com esse poder todo... Ui!

ERROU: no último domingo, Vivian Masutti (colunista do jornal Agora) anunciou os vencedores do Melhores do Ano no Faustão. Até aí tudo bem. Mas a fofa errou na hora de digitar o vencedor de melhor cantor. No lugar de Luan Santana, ela colocou Luana Santana! Será que foi erro, ou alguma indireta? Eu, hein!

MUDANDO DE ASSUNTO: possuído pelo ritmo ragatanga, o senador Magno Malta vociferou contra os LGBTs, disse que se quer criar no país um "império homossexual". Engraçado como esse moço adora perseguir qualquer lei que beneficie homossexuais. Nunca vimos nenhum projeto de lei dele que tente melhorar a educação pública brasileira, que tire nossos hospitais das UTIs ou que promova, por exemplo, o aumento de empregos em terras brazucas. Claro, ele não deve achar nada disso importante. No fundo, imagino que o senhor Malta tenha alguma coisa reprimida, algum sentimento que ele tenta manter escondido... acorda, Bela Adormecida!

VÍDEO: eu ia postar outro vídeo hoje, mas fiquei com preguiça de gravar. Então, continuemos vendo o #15. A Guerra Santa entre Edir Macedo e Valdemiro Santiago, as fofocas dos famosos... 



É isso, tchau!
@aharomavelino

sexta-feira, 2 de março de 2012

MUNDO CINZA


OI,

HOMOFOBIA: sempre que eu uso esse espaço para defender os LGBTs, recebo uma avalanche de críticas (nem todas agradáveis). Isso é a prova viva de que vivemos um mito: o que de que no Brasil, não há preconceito. Há sim! No Brasil, o preceito seja sexual, racial, social é um fato; e a homofobia vem crescendo a cada dia. Sabemos que políticos fundamentalistas tem conseguido barrar trabalhos sociais e humanitários importantes como o Escola Sem Homofobia, pra eles pouco importa o sofrimento de quem passa por esse problema, desde que seu fanatismo religioso esteja preservado. Pois bem, infelizmente no último dia 17, o jovem Rolliver de Jesus (segundo o jornal Folha Vitória) enforcou-se em casa após sofrer bullying homofóbico na escola. Uma pena e um absurdo uma mãe ter que perder seu filho porque nossos políticos colocaram seus preconceitos religiosos na frente dos direitos humanos! E depois, ainda ousam falar em amor cristão. Que amor é esse que não se compadece do sofrimento alheio, ou não respeita a liberdade do outro? Estranhíssimo!

MUDANDO DE ASSUNTO: a novela A Vida da Gente está na reta final. Pra variar, a autora deixou as grandes emoções para o final e acabou atropelando tudo. Pra mim, A Vida da Gente foi uma grata surpresa. Foi uma ótima novela, até a metade, porque depois o prato desandou. Lícia Manzo (autora) perdeu a oportunidade de marcar seu nome no horário das 18h quando fez de sua novela uma repetição sem fim. Nos últimos meses, ninguém mais suportava o trio Manu-Ana-Rodrigo. E o chororô sem fim? Era tanta gente chorando na novela que dava agonia. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Agora chega Amor Eterno Amor (com sua logo horrorosa), a novela pretende repetir o sucesso de Escrito Nas Estrelas, também de Elizabeth Jhin, pra isso aposta nos temas espirituais (a novela tem temática espírita). Embora vivamos num país dito católico, o brasileiro sempre teve um pé no além. Que venham os espíritos então!

VÍDEO DO DIA: hoje ficamos com o trailer do filme Branca de Neve e o Caçador, parece ser um bom filme. Ah, esse não é o filme com a Julia Roberts, hein? Esse aqui é com Kristen Stewart e Charlize Teron.



Até a próxima
@aharomavelino

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

COMEÇOU O FUÁ


Oooooi,

CIÚMES

Ciumeira na Band
Ih, o babado é forte. O Pânico nem bem chegou à Band e já está causando. A ciumeira já é geral no Morumbi. Astros da emissora estão querendo saber quanto a turma de Emílio ganhará, como será sua produção, o quanto de espaço eles terão e por aí vai. Isso tudo já era de se esperar. Na TV, sabemos que, às vezes, o ego de alguns é maior do que o próprio talento do mesmo. Tudo bem que o Pânico ficará com as noites de domingo, mas uma coisa é certa: Pânico e CQC no mesmo canal? Isso vai ser divertido de se ver... Vai dar pano pra manga.

PRECONCEITO

Campanha barrada!
A campanha sobre AIDS que o Ministério da Cultura fez para o Carnaval desse ano não agradou. O comercial é, realmente, hediondo. Uma coisa amadora, feita nas coxas. Todo mundo sabe que havia outra campanha prontinha para ir ao ar, mas que acabou vetada pela presidente Dilma numa tentativa de agradar as bancadas católica e evangélica no Congresso. Os nobres deputados religiosos (que insistem em fazer do Brasil um país religioso) não aceitaram a temática gay em alguns momentos do vídeo. Pra eles não interessa que o povo vá se contaminar, não importa os jovens infectados. Só importa seu fanatismo religioso... Pois é, lutar pela melhoria na educação, por hospitais decentes, ninguém quer, mas quando se fala em gay todos ficam nervosos. Estranho né?

VIVA A DIFERENÇA

Falando nisso, olha o vídeo sobre homofobia nas escolas e saídas de armários. Viva a diversidade...



Beijos
@aharomavelino

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O PERIGO ESTÁ NOS DETALHES


Oi,
Sexta-feira chegou... ufa! Melhor do que isso, só dois disso, como diz um amigo. E vamos aos assunto de hoje.

LIBERDADE OU PRECONCEITO

Essa semana, uma polêmica tomou conta dos meios midiáticos. Afinal, a música "Bruto, rústico e sistemático" da dupla sertaneja João Carreiro e Capataz é, ou não, homofóbica. Muita gente defendeu a dupla dizendo que eles poderiam dizer o que bem quisesse, que tinham liberdade de expressão. Tudo muito lindo. Eu sou o primeiro a defender a liberdade de expressão, mas continuo dizendo que sua liberdade de expressão não lhe dá o direito de ofender quem quer que seja. 

Música sem graça
Vejamos alguns versos da música: Sistema que fui criado ver dois homem abraçado pra mim era confusão/Mulher com mulher beijando/Dois homens se acariciando, meu deus que decepção/Mas nesse mundo moderno não tem errado e nem certo achar ruim é preconceito/Mas não fujo à minha essência pra mim isso é indecência/Ninguém vai mudar meu jeito”. Pra mim, o trecho mais complicado está em negrito, pois ali, há um julgamento que vai além da liberdade de expressão e motiva o preconceito, sim! Indecência não é ver duas pessoas se amando. Indecência é roubar dinheiro público, é explorar a fé alheia, é deixar a população morrendo nas filas de hospitais, indecência é ter preconceito...

Porém, há um trecho pior (pra mim), é quando eles dizem: “Por mim faltaram respeito, na muié eu dei um jeito, corretivo do meu modo/No quarto deixei trancada, quinze dia aprisionada e com ela não incomodo”; ou seja, na visão restrita e limitada desses artistas (oi?), se alguém tiver uma menina lésbica em casa, é fácil resolver o assunto: tranque-a no quarto, aja com violência. Ah, tenha dó, né? Numa época que estamos lutando contra a violência doméstica, fazer graça com um assunto desse é, no mínimo, irresponsabilidade. 

Muita gente alega que a música é alegre, engraçada, que é uma brincadeira. É o que eu sempre digo, a piada é muito interessante, desde que você não seja o alvo dela. Não devemos confundir liberdade de expressão com liberdade de ofensa. E pra mim, na boa, a música dessa dupla (que eu nem sabia que existia) é chata pra CARVALHO!

DINHEIRO

Me dá um dinheiro aí...
Na surdina, a Mesa Diretora da Câmara do DF aumentou a verba indenizatória em 70%. O valor passou de R$ 11,2 mil para R$ 20 mil por mês. Com essa grana, os deputados podem comprar combustível, contratar consultorias, etc... Lindo né? Pois é, nessa semana, os alunos do DF voltaram às aulas e encontraram escolas sucateadas e em condições deploráveis. Dinheiro pra cuidar da educação, ou da saúde pública não tem, né? Mas para os deputados... tudo bem, quem precisa de educação e saúde num país onde deputados ganham bem, não é mesmo? Revolta!

Chega... beijos...
@aharomavelino

DOIS VOTOS A ZERO

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta terça-feira (9), o terceiro dia do julgamento do “núcleo crucial” da tent...