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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A DOR À FLOR DA PELE

Olá,

Hoje em dia, ouvimos o tempo todo (ou lemos) alguém falar sobre bullying, uma forma de intimidação física e/ou psicológica sofrida por pessoas diversas, em especial, por alunos nas escolas.

O termo é novo, a palavra é nova, mas o ato é antigo. Vou confessar aqui algo que aconteceu comigo (pensei muito antes de escrever esse post, mas vamos lá).

No começo da minha vida escolar, da primeira até a quarta série, eu era perseguido constantemente por alunos maiores, levava cascudos, empurrões, era xingado, diziam que iam me “esfolar na saída”; tudo isso por uma única razão: eu era meio delicado demais, digamos assim. Foram anos duros, difíceis. Os professores ignoravam o fato e, com o tempo, eu parei de reclamar. Foi aí que descobrir a biblioteca. Lá havia sempre um funcionário da escola, então, eu comecei a me esconder naquele recinto. O que era ruim virou algo positivo: sem querer, eu descobrir que ler era interessante. Talvez, ali tenha começado minha carreira (caótica e amadora) de escritor.

Na quinta série, as agressões físicas pararam. De repente, outra forma de agressividade (não sei qual era pior) apareceu na minha vida: eu fui isolado pela turma. Ninguém me queria nos seus grupos de trabalho. Quando havia seminários, eu sempre me apresentava sozinho e dizia aos professores que aquilo se dava por opção minha – claro. Outra vez, vejo o lado positivo de tudo: eu aprendi (na marra) a falar na frente de outras pessoas, aprendi a declamar poesia e descobri que podia interpretar. Começava ali minha carreira de ator.

Hoje, sou solidário às vítimas do bullying (no meu livro AMORES POSSÍVEIS, eu trato do tema, também), sei pelo que essas pessoas estão passando, conheço a dor que eles estão sentindo (e, acreditem, ela é grande) e torço para que todos achem a salvação: agredidos e agressores (eles são uns coitados também). Torço para que, assim como eu, as vítimas sobrevivam. As artes me salvaram – a literatura primeiro, e o teatro depois. Mas confesso: não foi fácil. Aliás, nunca é.

Abraços
@aharomavelino 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CRIME

                         

Olá,

às vezes me pergunto: até onde vai a barbárie humana? Como alguém, que se propaga racional e inteligente, pode não aceitar seu semelhante só pelo fato de ele sentir atração (sexual, afetiva, etc) por alguém do mesmo sexo?

Lamentavelmente, o jovem Alexandre Thomé Ivo (de apenas 14 anos) teve a infelicidade de cruzar o caminho de pessoas que se julgam acima de tudo e todos, pessoas que se acham mais normais do que os outros e, por isso, no direito de julgar e condenar quem é diferente deles.

Alexandre foi torturado e enforcado. O crime aconteceu em São Gonçalo no Rio de Janeiro. Os suspeitos do crime são, de acordo com a polícia: Alan Siqueira de Freitas, André Luis Macoge e Eric DeBruim. Eles, ainda de acordo com a polícia, usavam redes sociais para espalhar o ódio e a aversão aos homossexuais.

A notícia foi dada com mais detalhes no site Mundomais.com.br. Vale a dica.

Triste.
@aharomavelino

DOIS VOTOS A ZERO

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta terça-feira (9), o terceiro dia do julgamento do “núcleo crucial” da tent...